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Mais conhecido
como tratamento de canal. Trata-se da remoção
da polpa - tratamento químico e mecânico
da parte interna do dente e preenchimento
deste espaço por um material obturador.
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| Por
que se indica? |
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Por vários motivos como:
- Dor espontânea e latejante, quando o
uso de analgésicos já não
resolve.
- Cárie muito profunda.
- Dente que receberá coroa / prótese,
entre outros.
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| O
tratamento é dolorido? |
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| Não. A anestesia impede
que o paciente sinta dor. Em alguns casos pode
haver pequena sensibilidade até 72 horas
após o tratamento, que é resolvida
pela ingestão analgésicos. |
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| Quando
é necessário retratar o canal? |
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Quando há
imperfeição do tratamento existente
o que pode provocar lesões ou abcessos
na região da ponta da raiz (detectados
em radiografias). |
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| O
dente morre após o tratamento? |
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Não,
apenas não tem mais sensibilidade interna,
portanto se apresentar cárie não
haverá dor, o que é um aviso
de "algo errado". Os tecidos de
suporte continuam vivos e sensíveis
à pressão. Apenas com pressão
intensa haverá dor. |
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| O
dente escurece após o tratamento? |
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Não.
O que ocorre é a perda do brilho, podendo
aparentar um tom mais amarelado. O escurecimento
exagerado ocorre quando o dente sofreu uma
hemorragia ou mortificação antes
do tratamento. |
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| O
que ocorre se o canal não for tratado? |
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| Poderá ocorrer dor intensa,
inflamação, inchaço, e
ainda a perda do dente. |
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| Como
os dentes clareiam ? |
As substâncias
usadas para clarear os dentes são à
base de peróxido de hidrogênio
(água oxigenada ) em consistência
de gel e carbamida. A formulação
do gel clareador combina a alta viscosidade
do gel do carbopol com o efeito clareador
do peróxido. Ocorre a liberação
de O2 (oxigênio nascente que penetra
pelo esmalte até a dentina eliminando
óxidos. A ação do gel
depende de alguns fatores tais como o tempo
de armazenamento do produto, o tempo de uso,
a concentração enfim da técnica
de clareamento. Os produtos clareadores são
fotosensíveis podendo então
ser estimulados por luz ( LASERs, LEDs, Halógenas,
etc) e também são termosensíveis,
estimulados por calor |
| Clareamento
estraga os dentes? |
O pH do gel
é cuidadosamente controlado para que
permaneça neutro e não provoque
descalcificação do esmalte ou
da dentina. Porém o uso indiscriminado
sem supervisão profissional pode sim
prejudicar as estruturas. Algumas pessoas
podem ter sensibilidade ao produto e apresentar
irritação à gengiva.
Neste caso o profissional deve eleger a técnica
de clareamento em consultório. |
| A
ingestão do produto clareador pode fazer
mal à saúde? |
| Sim, a ingestão excessiva
do produto em curto espaço de tempo,
pode prejudicar a saúde. Daí a
importância do tratamento ser supervisionado
por profissional competente. |
| Os
dentes escurecem com o tempo?
|
Sim, com
o tempo ocorre um escurecimento natural dos
dentes. Aos 30 anos nossos dentes são
menos claros do que quando tínhamos
20 anos, independentemente da ingestão
de alimentos corantes, razão pela qual
também podemos repetir o tratamento
sempre necessário. |
| O
clareamento causa sensibilidade? |
| È comum haver uma ligeira
sensibilidade durante o tratamento. Quando esta
for exagerada, o paciente deve procurar o dentista
que vai então alterar a técnica
aplicada e proceder a reversão desta
sensibilidade com conduta adequada. |
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SENSIBILIDADE
DENTAL topo
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A sensibilidade
é a dor nos dentes que se produz quando
a gengiva se retrae e a raiz do dente fica
exposta. Como as raízes não
são cobertas com esmalte, os milhares
de minúsculos canais que vão
ao centro do nervo dental ficam expostos.Quando
o calor, o frio ou a pressão entram
em contato com esses canalículos, você
pode sentir dor. Quando é dor chega
a ser intolerável e dificulta até
a escovação, os dentes ficam
mais vulneráveis às cáries
e à doença periodontal |
| O
que fazer? |
Antes de
mais nada, fale sobre o assunto com seu dentista.
Ele te ajudará a identificar a causa
da sensibilidade fornecerá orientação
sobre como elimina-la. O diagnóstico
pode não ser só a exposição
de raiz e mesmo sendo, o dentista deve averiguar
o que está causando tal retração
gengival e conter este processo |
Controle a sensibilidade fazendo
sua parte:
- evite ou reduza dieta ácida ( sucos
cítricos, vinhos, coca cola, vinagre,
limão, etc)
- use creme dental com fórmulas especiais
para dentes sensíveis ( ex: Sensodyne,
Colgate sensitive).
- use escova dental de cerdas macias.
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A cárie
é uma lesão que danifica o dente
chegando a destruí-lo, causada em decorrência
de diversas razões. Para citar alguns,
- má higiene,
- acidez exagerada,
- baixa resistência por fator hereditário
ou por ingestão de medicamentos, etc
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BRUXISMO
COISA DE BRUXO? topo
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| Bruxismo é o termo empregado
para designar o hábito de apertar ou
ranger os dentes durante o sono ou diurnamente,
sem qualquer propósito funcional. |
Se o indivíduo
tem o hábito de manter os dentes juntos,
apertando ou rangendo, isto caracteriza uma
parafunção ou hiperatividade
muscular. Os dentes e estrutura óssea
que os circundam sofrem os danos desta sobrecarga.
Entre tais danos os mais comuns são:
redução da estrutura dental
pelo atrito, fratura de restaurações
e ocasionalmente de dentes, perda de tecido
ósseo, migração de dentes,
hipertrofia (aumento de volume) dos músculos
envolvidos, mobilidade dental, etc. |
| O
que leva o indivíduo a ranger dentes? |
| A
causa do bruxismo é ainda motivo de
inquietação e de muitas pesquisa
até os dias atuais. Por alguns anos
a oclusão foi tida como responsável
pelo hábito. Postulou-se que alguém
rangia ou apertava os dentes devido a uma
precária relação entre
os dentes, ou à presença de
interferências na oclusão, que
somadas ao stress levaria o indivíduo
a ranger os dentes.
Sabe-se hoje que o bruxismo noturno é
considerado um distúrbio do sono advinda
de uma alteração da unidade
bio-psico-social, isto é, um desequilíbrio
da harmonia entre o corpo a mente e o meio
social que os envolve e influencia. Sabe-se
que emoções e os estados da
alma podem desorganizar amplamente as funções
do organismo e o equilíbrio do sistema
músculo-esquelético.
|
O
bruxismo é visto como o mecanismo desencadeado
de evidente agressão como frustração,
raiva reprimida, privação de
necessidades básicas, perdas, rejeição,
etc, ou simplesmente uma manifestação
do stress cotidiano. |
Podemos
concluir que existem evidências significativas
no que diz respeito ao papel do stress e das
emoções como fatores que produzem
e/ou agravam o hábito. Portanto tais
pacientes requerem um enfoque terapêutico
holístico, voltado para a redução
da ansiedade, para o relaxamento, com um enfoque
de vida diferente do atual, buscando mais
equilíbrio e a paz interior.
A conscientização do hábito
é o primeiro passo para um tratamento
bem sucedido, seguido do levantamento dos
fatores desencadeantes e perpetuantes. Como
auxiliar no controle do bruxismo a placa interoclusal
é de grande valor. O uso orientado
da placa não só protege as estruturas
dentais como também previne consequências
mais dramáticas do bruxismo.
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| É
um distúrbio de ordem alimentar onde
há uma ingestão compulsiva de
alimentos, seguida de vômito auto-induzido.
|
Na constante busca de um padrão de beleza imposto
pela sociedade moderna, que atribui sucesso e beleza
a um corpo magro, muitas pessoas entram em um círculo
vicioso de obsessão. A ansiedade leva à
compulsão alimentar, seguida de um método
compensatório, os vômitos. |
| Bulimia é
um termo latino derivado do grego para designar “fome
bovina”. A voracidade da alimentação
excessiva nesse distúrbio não conduz à
obesidade em razão dos vômitos freqüentes,
do uso dos laxantes, diuréticos, hormônios
anorexígenos e ainda pelos períodos de
jejum e práticas excessiva de exercícios
físicos. |
| Pessoas afetadas
por esta desordem podem repetir o ciclo exagero/vômito
diariamente ou várias vezes por semana, geralmente
durante estresse emocional (média 12 vezes por
semana). Alimentos ingeridos durante o ciclo de exagero
alimentar geralmente são de alto teor calórico
e de fácil ingestão como doces sorvetes,
pães doces e bolos (Wolcott et al.),sendo frequentemente
engolidos com pouca ou nenhuma mastigação.
Dores abdominais são também comuns. Ficar
em jejum durante 24 horas pelo menos uma vez por semana
é algo praticado por quase um terço dos
pacientes bulímicos. |
| A bulimia é
um distúrbio com fundamento predominantemente
psíquico, que ocorre em mais de 20% das pessoas
que sofrem de anorexia nervosa, que apesar de serem
duas doenças distintas geralmente ocorrem juntas,
isto é são co-mórbidas. A anorexia
é mais freqüente na puberdade (12 a 20 anos)
numa relação de 20 mulheres para 1 homem
(HELLSTROM, I. 1977). As classes sociais mais frequentemente
atingidas são a média e a média
alta. |
| Os buímicos
revelam baixa auto estima, problema de auto- imagem,
sofrem do terror da rejeição, têm
necessidade de aprovação, são sigilosos,
tem complexo de culpa, tem dificuldade de aceitar mudanças,
se menosprezam e frequentemente se deprimem. Tudo isso
é habilmente mascarado. Tais indivíduos
se sentem envergonhados por seus hábitos e procuram
mantê-los em sigilo. |
| O clínico
deve estar atento quanto às alterações
orais que são inegáveis uma vez instaladas.
Quando tal atividade continua por um certo período
de tempo, o contato com ácidos gástricos
(predominantemente o ácido clorídrico)
causa a dissolução do esmalte e consequente
‘afinamento’ das bordas incisais que vão
se tornando translúcidas com aspécto de
extremidade-faca e se quebram facilmente. Esta deterioração
associada a movimentos habituais da língua sobre
a superfície palatina dos incisivos superiores
torna o processo erosivo acelerado e pode aumentar a
susceptibilidade a cáries. Superfícies
oclusais secundariamente afetadas logo assumem uma aparência
plana, facetada ou abaulada para fora. |
| Em geral os
indivíduos afetados só buscam ajuda profissional
espontânea após 7 anos de complicações
com a alimentação incontrolável.
Apenas uma pequena parcela das pessoas afetadas é
diagnosticada precocemente, pois em geral elas escondem
o comportamento pois se envergonham. |
| O paciente geralmente
irá se queixar da sensibilidade aumentada dos
dentes ao calor, ao frio e a frutas ácidas. O
comprometimento estético é outro forte
motivo que acaba levando o individuo procurar o tratamento
odontológico. |
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DE
85% A 90% DA INCIDÊNCIA DE MAU HÁLITO
TEM ORIGEM NA BOCA |
| Calcula-se que
30% dos brasileiros apresentem mau hálito crônico.
Acostumada com os próprios odores, a maioria
nem se dá conta do fenômeno. Por volta
de 90% dos casos têm origem na boca. Mas as causas
podem ir de problemas dentários a sinusite. Vale
a pena consultar um otorrinolaringologista, porque felizmente
halitose tem cura. |
| Esteja atento.
Se os amigos e até os familiares fazem questão
de permanecer distantes de você durante as conversas,
pode ser indício de que seu hálito não
anda agradando. A maioria das pessoas em geral nem percebe
isso. Acostuma-se com os próprios odores e só
descobre que tem mau hálito, ou halitose, quando
alguém avisa. Mas, como não é nada
fácil tomar uma atitude dessas, o mais provável
é que você continue sem se dar conta de
seu problema. |
| Estudos indicam
que 85% a 90% dos casos de mau hálito têm
origem na boca. A halitose é mais comum em adultos.
Ocorre mais de manhã, em conseqüência
do jejum prolongado e do ressecamento da região
posterior da língua no período do sono,
que favorece a ação das bactérias.
Pode ser aguda – ou seja, manifestar-se e desaparecer
pouco tempo depois – ou crônica. O tipo
agudo pode atingir qualquer pessoa. Deve-se em especial
à ingestão de alimentos como alho, brócolis,
cebola, repolho, couve-flor, carnes e laticínios.
Ao serem triturados e engolidos, tais alimentos liberam
partículas odoríferas que grudam na porção
posterior da língua. Essa região é
povoada por grande quantidade de bactérias que
decompõem tais partículas, provocando
a liberação de cheiro de enxofre. A halitose
é o resultado, portanto, da mistura das partículas
dos alimentos com os odores bacterianos. |
| De outro lado,
30% da população brasileira – segundo
as pesquisas – apresenta halitose crônica.
O fenômeno resulta especialmente de problemas
na boca. A causa mais importante é a falta de
higiene bucal, ou seja, não se escova os dentes
nem se passa fio dental depois das refeições
para eliminar restos alimentares que se deterioram e
provocam odores desagradáveis. O problema aparece
também se a pessoa faz uma higiene bucal malfeita.
O mau hálito é conseqüência
também de dentes cariados e gengivas inflamadas. |
| Provocam halitose
ainda doenças como amidalites (inflamação
das amídalas), sinusite (cujas secreções
caem na garganta e na base da língua, favorecendo
a ação das bactérias) e polipose
nasal, que leva ao acúmulo de secreções
malcheirosas. Alguns medicamentos de uso contínuo
– para arritmia cardíaca ou depressão,
por exemplo -, refluxo gástrico durante o sono
e respiração pela boca ressecam as mucosas
da garganta, levando ao mau hálito. Finalmente,
o fenômeno resulta às vezes de febre, desidratação
e tabagismo, também por causa do ressecamento
das mucosas da boca. |
| Pessoas que
têm mau hálito correm o risco de discriminação
por colegas. Seu convívio social fica, portanto
bastante prejudicado. Freqüentemente são
preteridas em empregos. Apresentam dificuldade para
encontrar parceiros e estabelecer relações
amorosas duradouras. Quando têm consciência
do próprio mau hálito, de outro lado,
elas mesmas muitas vezes se sentem diminuídas
e evitam contatos sociais. |
| A maioria dos
portadores de halitose como dissemos, muitas vezes nem
percebe seu problema. Por mais difícil que seja,
é fundamental que parentes ou amigos as alertem
sobre o fenômeno. Precisam saber, em especial,
que é possível diminuir o problema com
medidas práticas. Escovar os dentes e utilizar
fio dental depois das refeições. Fazer
gargarejos com medicamentos. Escovar bem e raspar –
existe aparelho próprio – a língua.
Consumir pelo menos 8 copos de água por dia para
manter a garganta bem hidratada. Evitar jejuns prolongados.
Não fumar. Ir freqüentemente ao dentista.
Quem tem halitose depois de consumir alimentos específicos,
naturalmente deve evita-los. |
| Se mesmo com
essas medidas a halitose continuar, vale a pena consultar
um otorrinolaringologista. Esse profissional é
capaz de diagnosticar as causas do fenômeno e
combate-las. Quando o mau hálito resulta de problemas
dentários, encaminha o paciente a um dentista.
A maioria dos casos, felizmente, tem solução.
Dr. Ariano de Barros Nardomarino
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Não raramente,
clínicos se encontram perante pacientes com erosão
dentária avançada generalizada. Tal desmineralização
adamantina resulta em perda de substância por
ações químicas e/ou mecânicas
sem ação bacteriana.
Holst e Lange em 1939 empregaram o termo “perimylolyses”
que evoluiu para perimólise.
Em 1907 Miller suspeitou que o consumo de frutas cítricas
combinado com escovação dos dentes com
pastas abrasivas poderia levar à perda de substância
dentária.
|
Fleury em 1929
descreveu este tipo de descalcificação
e a denominou Mylolyses.
Bargen e Austin em 1937 descreveram um caso de erosão
generalizada sobre superfícies palatinas de dentes
superiores anteriores com perdas das bordas incisais
de uma mulher jovem com sintomas gastrointestinais.
A história era de vômitos após as
refeições por um período de 6 anos
que acompanhava náusea, constipação
e inanição de origem psíquica.
Stafne e Lovestedt em 1947 descreveram casos de erosão
adamantina atribuída a consumo intenso de suco
de limão e bebidas à base de cola ricos
em ácido fosfórico e misturas contendo
ácido hidroclorídrico.
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| Sweeney e col
em 1977 relataram o caso de uma jovem de 18 anos com
erosão avançada na superfície palatina
dos dentes superiores anteriores e bordas incisais.
Após longo questionamento e com grande resistência
a paciente finalmente confessou sob forte emoção
que por um período de 5 meses provocou vômitos
com finalidade de emagrecimento e que para saciar a
fome subsequente ingeria refrigerante de baixo valor
calórico. |
Kleier et al
em 1984 descreveram perimólise associada a várias
condições médicas como disfunção
gástrica, obstipação, hérnia
de hiato, úlcera péptica e duodenal, gravidez
e regurgitação crônica (KLEIER,
D. J. et al. 1984). Na condução de uma
pesquisa com avaliação ampla da etiologia
inclui: • 43% de distúrbio gastrointestinal
superior e dieta ácida combinados. •
25% de distúrbio gastrointestinal •
24% de dieta ácida • 6% de distúrbio
alimentar (vômito habitual) • 2% de
causas desconhecidas.
Com testes de pH mais sofisticados, de 24 horas num
laboratório esofágico a proporção
de pacientes erosivos com doença de refluxo gastroesofágico
chega a ser de 83%.
Em razão dos ácidos se situarem predominantemente
no dorso da língua, as superfícies mais
acometidas pela destruição ácida
são a palatina dos dentes superiores. A superfície
oclusal do dentes posteriores e a lingual dos inferiores
podem ser envolvidas em casos extremos. |
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| A perda dos dentes, além do comprometimento estético, tem relação direta com a mastigação, distúrbios gastro-intestinais e envelhecimento facial.
Os implantes dentários são estruturas metálicas (similares a parafusos) instaladas no osso
remanescente com objetivo de reproduzir função de raízes dentárias perdidas.
O plano de tratamento para instalação de implantes compreende duas etapas: etapa cirúrgica,
quando se coloca os implantes e etapa protética, quando então é confeccionada a prótese que
se apoiará sobre os implantes instalados.
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| De que materiais são feitos os implantes?
|
| - De materiais biocompatíveis,
ou seja, que não provocam rejeição ou qualquer reação indesejável ao
organismo. Os implantes mais utilizados atualmente são produzidos em
titânio puro, o que oferece alta resistência e grau de biocompatibilidade. |
| Como são instalados?
|
| - Através do preparo de um orifício,
dentro do qual o implante será parafusado com precisão. São instalados no
osso alveolar remanescente, da região do dente ausente. |
| Qual o tempo decorrido
entre a etapa cirúrgica e a protética?
|
| - Aproximadamente de 4
meses na mandíbula (maxilar inferior) e 6 meses na maxila (maxilar superior).
É neste período que ocorre a osseointegração, onde após uma série de etapas
biológicas é obtida uma conexão rígida entre o tecido ósseo e a superfície do implante.
Durante o período da osseointegração podemos utilizar uma prótese provisória, que não
fará apoio nos implantes, já que devem ser protegidos de cargas ou movimentações nesta fase.
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| Qual o tempo decorrido
entre a etapa cirúrgica e a protética?
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| - Aproximadamente de 4 meses na mandíbula
(maxilar inferior) e 6 meses na maxila (maxilar superior). É neste período que ocorre
a osseointegração, onde após uma série de etapas biológicas é obtida uma conexão rígida
entre o tecido ósseo e a superfície do implante.
Durante o período da osseointegração podemos utilizar uma prótese provisória, que não
fará apoio nos implantes, já que devem ser protegidos de cargas ou movimentações nesta fase.
|
| Quais os índices de sucesso?
|
| - Mesmo com a alta
tecnologia empregada no momento, não se consegue atingir um índice
de 100% de sucesso. Sabemos que o índice de sucesso é de aproximadamente
92% dos casos realizados. |
| Como funciona a técnica de implantes imediatos?
|
| - Esta técnica possui
indicação precisa, sendo necessário que o paciente apresente quantidade
e qualidade ósseas satisfatórias. Os implantes são inseridos numa única
sessão. Após aproximadamente 72 horas, a prótese definitiva é instalada
sobre os implantes. |
| Qualquer pessoa pode receber implantes?
|
| - O tratamento com implantes
apresenta algumas limitações tais como idade, anatomia, qualidade e
quantidade óssea e obviamente condições orgânicas do paciente. Respeitadas
as limitações raramente teremos insucessos.
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| Como são feitos os implantes em pacientes
com quantidade óssea insuficiente?
|
| - Nestes casos recorremos primeiramente
às técnicas de enxertos ósseos para em uma etapa seguinte, instalar os implantes.
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